Informações importantes sobre a gripe influenza

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Autoria: SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA

A SBR publicou um texto com informações que a população em geral precisa conhecer sobre a gripe influenza. De autoria da dra. Gecilmara Salviato Pileggi, reumatologista pediátrica  do Hospital das Clínicas (USP), o texto explica aspectos e recomendações sobre a vacina, incluindo respostas para dúvidas frequentes.

Vacina

A vacinação é a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza. A vacinação anual é a principal medida utilizada para prevenir a doença, reduzindo seu agravamento, especificamente nos grupos de maior vulnerabilidade e com maior risco para desenvolver complicações.

É recomendada vacinação anual contra influenza para os grupos-alvos definidos pelo Ministério da Saúde, mesmo que já tenham recebido a vacina na temporada anterior, pois se observa queda progressiva na quantidade de anticorpos protetores. Esta recomendação é válida mesmo quando a vacina indicada contém as mesmas cepas utilizadas no ano anterior.

Vacina muda todo ano: A vacina de gripe é atualizada todos os anos para adequá-la aos vírus circulantes naquela estação e sua composição é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, este ano temos também disponível no Brasil a vacina tetravalente que contempla também um sorotipo de influenza b a mais.

Segundo o Ministério da Saúde, a campanha de vacinação acontece em todo o Brasil de 30 de abril a 20 de maio.

 

NOTA IMPORTANTE:

Enquanto a campanha nacional não começa, algumas cidades do Noroeste do Estado de São Paulo – onde o número de casos de H1N1 cresceu muito este ano – estão vacinando os grupos prioritários com lotes da vacina de 2015 solicitados ao Ministério da Saúde.

Esta estratégia é válida para controle da gripe causada por influenza H1N1, o qual não sofreu mudanças em comparação à do ano passado, por isso os lotes de 2015 são eficazes contra a H1N1. Porém, essa iniciativa pode gerar falsa impressão de proteção para a sazonalidade de 2016, o que pode fazer a população não comparecer à campanha de vacinação anual que começa oficialmente dia 30/04 em todo o país.

A Organização Panamericana de Saúde (Opas) destacou ser necessário atualizar a vacina, uma vez que a vacina para 2016 é composta por duas cepas diferentes daquela da temporada de 2015 e a proteção contra os outros dois vírus da gripe – H3N2 e Influenza B – ficaria comprometida.

Caso a pessoa receba a vacina de influenza 2015, a Opas e o Ministério da Saúde alertaram que ela deverá também ser vacinada durante a campanha de 2016 para garantir a proteção contra as cepas dos vírus influenza circulantes neste ano.

Crianças com menos de 9 anos de idade, primo vacinadas, necessitam de segunda dose da vacina com intervalo de um mês para serem consideradas vacinadas.

Dúvidas frequentes:

  • Há algum grupo prioritário para receber a vacina quadrivalente?

As recomendações para as vacinas quadrivalentes são as mesmas que aquelas previstas para as trivalentes. Portanto, é importante lembrar que os grupos de maior risco para as complicações e os óbitos por influenza não devem deixar de se vacinarem utilizando a vacina que estiver disponível. Para idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos, acesso gratuito à vacina na rede pública. Os demais grupos de risco, portadores de doenças crônicas e comorbidades, em qualquer faixa etária nos Centros de Referencias para Imunobiológicos especiais (CRIEs).

  • A vacina pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas?

Tanto as vacinas trivalentes, como as quadrivalente, podem ser aplicadas simultaneamente com as demais vacinas do calendário da criança, do adolescente, adulto ou idoso.

  • A vacina pode ser utilizada em imunodeprimidos?

Sendo esta uma vacina inativada, não há restrições de uso em populações imunocomprometidas, que têm a indicação de vacinação especialmente reforçada.

 

Condições e fatores de risco para complicações – indicação da vacina pelo MS

 

  • Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto.
  • Adultos ≥ 60 anos.
  • Crianças < 5 anos
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade: imunossupressão associada a medicamentos, neoplasias, HIV/Aids ou outros.

 

Dra Gecilmara Salviato Pileggi

Reumatologia Pediátrica

HCFMRP-USP

Iniciativa da Comissão de Doenças Endêmicas e Infecciosas da SBR

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